Quero adotar

Seja bem vinda – ou bem vindo – ao mundo da parentalidade adotiva!

Decidir ter um filho por adoção, independentemente de ter ou não ter filhos biológicos, é um caminho lindo, mas também desafiador. Uma parte significativa do meu trabalho é auxiliar novos pais nesse caminho, para que a adoção seja o mais leve possível, para todos.

O meu trabalho, no processo de adoção, é ensinar os futuros pais a lidar com as principais demandas da adoção, entre elas a preparação, a identificação e escolha do perfil correto, a vinculação, a mudança e estruturação de rotina e os aprendizados sobre as demandas emocionais e psicológicas específicas de crianças adotadas, que variam de acordo com o caso e a idade.

Eu posso te ajudar de duas formas: no atendimento individual familiar e nas formações em grupo. Para entender melhor cada serviço, clique aqui.

Abaixo, você vai encontrar respostas para as principais dúvidas de quem está iniciando a jornada da adoção.

Boa leitura!

Perguntas e respostas

Do ponto de vista jurídico, pessoas acima de 18 anos, de qualquer estado civil desde que o adotante seja pelo menos 16 anos mais velho que o adotando. O processo é o mesmo para casais e solteiros, independente de gênero, orientação sexual, etnia ou religião.

Existem casos especiais, como pessoas divorciadas ou separadas judicialmente, parentes, famílias estrangeiras e tutores ou curadores. Essas pessoas também podem adotar, mas existem regras específicas.

Crianças ou adolescentes com, no máximo, 18 anos de idade na data do pedido de adoção e pessoa maior de 18 anos que já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.

Importante: Muitas pessoas acreditam que todas as crianças e adolescentes que estão nos abrigos estão aptos à adoção, mas não é bem assim.

O abrigo é um local de proteção, onde as crianças aguardam a decisão judicial sobre cada caso. Só estão aptas à adoção as crianças cujas famílias perderam legalmente o poder sobre elas. É importante saber que o Estado,
sempre que for possível e seguro, vai tentar reintegrar a criança à família de origem.

  1. Procure o Fórum ou a Vara da Infância e Juventude da sua cidade e apresentar a documentação de identificação e comprovante de residência de todos os pretendentes: identidade, CPF, certidão de casamento/ nascimento /união estável, comprovante de residência (todas com cópia autenticada), certidão de antecedentes criminais,
    certidão negativa de distribuição cível, atestado de sanidade mental, e comprovante de renda.
  2. A documentação será analisada com base nos requisitos necessários para adoção de acordo com o ECA.
  3. Os pretendentes passarão por uma entrevista para avaliação psicossocial, feita pela equipe da Vara da Infância, composta por
    assistentes sociais e psicólogos.
  4. Aprovados na entrevista, os pretendentes precisarão participar do curso de formação. Esse curso é obrigatório para a habilitação.
  5. Após todas as etapas cumpridas, os pretendentes passam a fazer parte do SNA – Sistema Nacional da Adoção e Acolhimento. Pronto, estão grávidos do coração!

Pelo Sistema Nacional de Adoção, não é possível escolher uma criança diretamente. Você escolhe um perfil e o sistema vai dar o “match” entre você a criança que se encaixa naquele perfil. Você terá até três chances para aceitar ou não a criança que será apresentada. Se nenhuma das três chances terminar em adoção, você sai do sistema.

Há casos especiais em que é permitido a família adotar uma criança específica, mas, nesses casos, o encontro entre família e criança costuma acontecer fora do Sistema e cada caso é julgado individualmente.

Legalmente, você pode visitar abrigos, mas não pode escolher uma criança, mesmo que haja apego entre vocês. O Sistema Nacional de Adoção segue uma fila.

Minha orientação para quem quer adotar é: não visite abrigos. A criação de apego, nesses casos, gera frustrações e sofrimento para ambas as partes,
além de mais um trauma para a criança.

Estude, faça terapia e se prepare! Entendo que muitas vezes a espera é longa, mas isso não é algo que você possa controlar. Use o tempo de espera para aprender sobre os desafios específicos da adoção e do perfil de criança que você escolheu. Assim, quando seu filho chegar, você estará pronta para recebê-lo da melhor forma.